21 de julho de 2013

Diamonds by Thalita Souza

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Prólogo

– Bella, eu simplesmente não consigo entender. – Edward dizia calmamente parado ao lado da velha picape vermelha.
– É o que estou lhe dizendo Edward, eu não vejo mais futuro para nós dois. – Bella disse sem olhá-lo realmente nos olhos.
Estavam um de frente ao outro, Bella havia se afastado de Edward após este tentar lhe dar um beijo de boa noite. As coisas entre o casal já não eram a mesma, Bella sempre arrumava um jeito de fugir. Por vezes disse que a culpa era de Charlie, que a estava pressionando por conta da escola, em outros casos ela apenas fugia dizendo que naquele dia estava com dor de cabeça ou algo parecido. Edward tentava entender o que se passava na cabeça da humana que até alguns meses atrás havia se cortado no meio de uma batalha entre ele e Victoria para salvá-lo e agora apenas fugia.
O vampiro sabia que havia algo de errado com ela, havia algo de errado com o corpo dela, ela já não era a mesma, já não era aquela que o esperava todas as noites, muito pelo contrário. Bella agora já não ficava mais em casa, e sim na reserva junto com os Black ou os outros meninos da matilha, por vezes trancou a janela, sabendo que Edward respeitaria sua privacidade.
E agora estavam ali os dois, em frente a casa de Bella que depois de passar o dia na casa de Jacob sem atender os telefonemas de Edward tentava a todo custo se afastar. Era o ultimato, Edward finalmente entenderia o que estava acontecendo.
– Então olhe em meus olhos e diga que é realmente o que quer. Olhe em meus olhos e diga que simplesmente não me ama mais. – Edward disse ficando um pouco nervoso e erguendo calmamente o rosto da menina pelo queixo.
– A questão não é deixar de te amar. – Bella tinha lágrimas nos olhos enquanto sentia Edward soltar devagar seu rosto. – Eu ainda o amo, só não posso mais ficar com você.
– Por que não? – Edward perguntou baixo para que apenas os dois ouvissem.
– Porque ela me escolheu. – Jacob saiu da floresta que havia ao lado da casa dos Swan, usando apenas uma velha bermuda e tênis desgastados.
– Bella? – Edward voltou a olhar para a menina e viu uma lágrima teimosa lhe descer pela bochecha.
– Vá embora Edward, me deixe. – Bella disse levantando o rosto e o olhando nos olhos.
Edward ficou a encarando fundo nos olhos, viu Jacob se aproximar e envolvê-la pela cintura. Aquilo lhe doía, podia não ter um coração que batia, mas sentia a dor da mesma forma. O que era aquilo? Por que Bella simplesmente o trocara por aquele cachorro?
– VÁ EMBORA! – Bella gritou por fim, fazendo surgir no rosto do lobo um sorriso de lado e na face de Edward a surpresa completa.
– É o que realmente deseja? – Edward perguntou baixo, olhando-a fundo nos olhos.
– Sim. – a resposta saiu sem som algum, o coração de Bella batia descompassado.
Edward olhou fundo nos olhos chocolates da garota e por fim olhou para Jacob.
“Perdeu de vez sanguessuga!”, Jacob pensou maldosamente fazendo Edward rosnar baixo. Bella se colocou entre os dois.
– Vá embora Cullen, suma da minha vida! – Bella disse baixo entre os dentes, queria demonstrar raiva, mas seus olhos a entregavam mostrando toda tristeza nas lágrimas que seguravam.
O vampiro deu uma última olhada para Bella, deixava ali toda sua felicidade, se virou rapidamente e saiu indo em direção a sua casa.
– Edward... – Alice disse chorosa assim que ouviu Edward entrar na casa.
– Agora não, Alice. – Edward disse baixo seguindo o caminho até seu quarto.
Quebrou tudo o que encontrou pelo caminho, fez questão de não deixar nada dentro do quarto inteiro. Tudo tinha o cheiro dela, tudo o lembrava ela. Ouvia os pensamentos de sua família no andar de baixo, ouviu Alice sofrer mentalmente por perder a melhor amiga e por ver o irmão tão mal.
Edward apenas parou quando tudo estava em mil pedaços, e foi então que Esme entrou no quarto e abraçou o filho. Ele não a correspondia, apenas deixava sua cabeça encostada no ombro da matriarca da família.
– Estaremos sempre aqui com você. – Esme disse acariciando as costas do filho.
Ele queria chorar, mas não conseguia. Queria quebrar mais algumas coisas, mas não podia. Jamais achou que Bella faria aquilo, não depois de tudo o que passaram juntos. Em sua cabeça aquelas palavras ainda martelavam, causando-o mais e mais dor.
– Filho. – Esme se afastou um pouco olhando fundo nos olhos dourados de Edward. – Tudo ficará bem, nós cuidaremos de você.
– Não é bem o que quero. – Edward disse baixo, estava começando a considerar a ideia de se entregar às trevas, quem sabe se tornar da guarda dos Volturi.
– Edward Cullen. – Alice entrou como um furacão no quarto e prensou o vampiro mais alto na parede. – Você jamais, em toda sua existência, considere a ideia de se unir a eles ou de se tornar algo pior que eles!
Os dois ficaram ali se encarando. Alice tinha raiva nos olhos por ver que a escolha do irmão teria sido a pior, ele teria escolhido as trevas. Edward apenas olhava a baixinha que mais se parecia com uma fada o prensar com força na parede, ele não tinha expressão alguma, seus olhos lhe indicavam a completa dor que sentia em ter sido trocado daquela forma.
Alice foi aos poucos soltando o irmão, aquele olhar a feria mais do que mil palavras que ele poderia dizer.
– Alice, querida. – Carlisle entrou no quarto aos pedaços calmamente apoiando uma mão sobre os ombros da mais baixa que o olhou assustado sem saber o que fazer. – Vamos deixá-lo pensar um pouco, ele precisa disso.
Esme se aproximou de Alice e saiu do quarto, levando consigo a pequenina que ainda chorosa deu uma última olhada em Edward, que continuava parado encostado na parede.
– Sei que está chateado, sei que deseja tudo de pior para si. – Carlisle começou calmamente olhando para o filho que respirou fundo.
– Como ela pôde? – Edward disse baixo, abaixando a cabeça. – Como pôde me trocar assim?
– Nunca iremos entender o porquê disso e de pouco nos importa agora. – Carlisle se aproximou do outro e lhe ergueu a cabeça calmamente. – Apenas se acalme, pense um pouco sobre tudo.
Edward tinha os olhos sofridos, frios como uma geada, sentia raiva do lupino, sentia raiva da humana, mas sobre tudo sentia raiva de si.
E como sempre, depois de toda tristeza que o assolava ele sentia a raiva. A imensa raiva de ter sido trocado, raiva de ter confiado toda sua existência em uma humana como Bella, mas algo dentro de si custava a acreditar que a culpa era dela, algo dentro de si o dizia que ela teve que escolher ao lobo.
Mas por que Bella o faria? Por que Bella escolheria ao lupino?
“Vamos filho, erga a cabeça!”, Carlisle pensou enquanto saía do quarto.
Edward ficou ali, dentro do quarto todo quebrado, apenas mirando a porta e ignorando todos os pensamentos de seus familiares. Bella o havia deixado, assim como ele havia feito com ela uma vez, mas desta vez era permanente. Ela mesma havia deixado claro que aquilo era permanente.


Capítulo 1 - In Case


In case you don’t find what you’re looking for
Caso você não achar o que procura
In case you’re missing what you had before
Caso você estiver sentindo falta do que você tinha antes
In case you change your mind, I’ll be waiting
Caso você mude de ideia, eu vou estar aqui esperando
In case you just want to come home
Caso você só queira vir para casa
In case you're looking in that mirror one day
Caso você esteja olhando neste espelho um dia
And miss my arms
E sentir falta dos meus braços
How they wrapped around your waist
Como eles envolviam sua cintura
I say that you can love me again
Eu digo que você pode me amar de novo
Even if it isn’t the case
Mesmo, mesmo que não seja o caso

Já fazia cinco anos que haviam se mudado de Forks, cinco longos anos que Edward mal ficava em casa, mal falava algo, saía para caçar apenas sozinho. Ele sentia falta de Bella, de seu jeito desajeitado, da forma como tinha de protegê-la de tudo e de todos, sentia falta de seus lábios, de seu cheiro tão agradável, sentia falta de se sentir frustrado por estar ao lado dela e ter de perguntar o que ela estava pensando, mas agora ele não a ouvia e não era por algum motivo desconhecido, era porque ela o havia deixado.
Queria tanto poder abraçá-la novamente, queria beijar sua testa e sentir aquele cheiro tão doce, queria beijá-la e ter de se segurar para não ir mais adiante.
Estava ali sentado em frente ao piano há uma semana, sem se mover, seus dedos estavam em cima de algumas teclas formando uma nota, a primeira nota da melodia de Bella. Ele ouvia os pensamentos que o rodeavam, mas os ignorava. Era como se estivesse sozinho em um lugar isolado, em um mundo isolado. Não queria tocar aquela melodia, não queria ouvir como soava perfeita.
Queria poder conversar normalmente com sua família, mas não conseguia. Sempre se lembrava dela de alguma forma, fosse uma brincadeira boba de Emmett, em algo que Alice dizia sobre moda ou a simples forma como Carlisle falava sobre seu trabalho no hospital e como as pessoas se feriam de forma desastrada.
Fechou os olhos calmamente e os apertou, queria fugir dali, fugir daquele mundo, queria olhar em volta e se ver de novo em Forks, com Bella nos braços.
Deixou seus dedos escorregarem pelas teclas do piano, fazendo aquela melodia tão conhecida soar pela casa da família Cullen. Todos ficaram parados, sem respirar, sem piscar. Estavam todos atentos aos toques suaves de Edward sobre as teclas, a melodia saía sofrida, com toda certeza se ele pudesse chorar, ele o faria sem vergonha. Tocar aquilo doía, doía em sua alma tocar aquela melodia e não tê-la ao lado para sorrir envergonhada.
Todos respeitaram o sofrimento do vampiro e mesmo depois de ter acabado de tocar, todos ficaram parados como estátuas o olhando, sem respirar. Edward não ouvia sequer seus pensamentos, eles haviam parado de pensar, em respeito ao silêncio que Edward tanto desejava.
– Querido... – Esme disse baixo se aproximando de Edward e apoiando uma mão sobre seu ombro. – Erga sua cabeça e me olhe.
E assim Edward fez, com muita calma abriu os olhos e em seguida olhou fundo nos olhos de Esme que lhe mirava de forma carinhosa, solidária.
– Pare de sofrer por ela, por favor, pare. – ela disse calmamente acariciando lhe o ombro. – Pare de fazer esse vazio que está dentro de você aumentar!
Esme não lhe dirigia a palavra como se fosse uma ordem, muito pelo contrário, parecia mais um conselho de mãe. A matriarca da família estava preocupada com o filho, Edward nunca foi muito agitado, mas andava especialmente quieto, sem dizer nada, sem sequer se mover por vezes.
– Já se passaram cinco anos Edward, por favor, pare de se torturar tanto. – a vampira de cabelos acobreados disse acariciando devagar o rosto do filho.
– Me sinto vazio, me sinto sozinho. – Edward disse se dando por derrotado.
– Mas não está, estamos todos aqui com você e sempre estaremos. – Esme disse sorrindo e abrindo espaço para que Edward olhasse os outros Cullen que lhe sorriam solidários.
– Sem ela parece que nada faz tanto sentido. – o jovem vampiro disse abaixando a cabeça e fechando os olhos como se pudesse dar por encerrada aquela conversa tão dolorosa.
– Então procure um sentido que seja maior que ela! – Esme disse erguendo a cabeça de Edward, que a olhou profundamente nos olhos tentando achar ali uma saída.
“Não procure em mim, procure em você!” , Esme pensou se afastando. “E vá caçar, seus olhos estão ficando escuros demais!”, isso sim havia sido uma ordem.
– Edward, não quer ir caçar conosco? – Jasper perguntou sentindo que o irmão começava a ficar nervoso por conta de sede.
Edward respirou fundo e se levantou olhando para seus irmãos, realmente não o queria. Queria fazer como sempre fazia depois desses cinco anos, sair de casa sozinho, caçar quantos animais quisesse para descontar nos pobres animais toda sua raiva, mas no final seria melhor ir com eles, pelo menos assim não estaria sozinho para pensar em Bella.
– Tudo bem. – disse baixo, vendo todos sorrirem.
“Ufa! Pelo menos já é um bom sinal.” Alice pensou sorrindo mais abertamente com a resposta do irmão.
– Podem ir, vou ficar aqui e esperar por Carlisle. – Esme disse se sentando no sofá branco que havia na sala.
“Edward, se cuide e volte para casa junto com seus irmãos!”, Esme pensou sem olhar para o filho.
Edward viu todos saírem da casa e ficou os olhando sem vontade alguma de sair.
“Vamos, Edward!”, Rosalie pensou nervosa. Estava com sede.
O vampiro respirou fundo e saiu de casa seguindo seus irmãos pela floresta, todos iam mais a frente. Alice corria graciosamente ao lado de Jasper que sorria olhando a baixinha, Rosalie e Emmett iam mais a frente de todos, Emmett pensava como seria a noite depois da caçada com Rosalie e a loira por sua vez pensava no que faria para surpreender Emmett naquela noite. Edward fez careta ao ver os pensamentos que rondavam aquelas duas mentes nada puras, resolveu que seria melhor se ocupar com a mente de Alice ou de Jasper e assim o fez.
Alice pensava em como seria o próximo vestido que faria, estava decidindo entre as cores preta ou lilás, Jasper estava pensando quando finalmente Alice teria tempo para os dois já que agora a baixinha vivia ocupada com as roupas que havia inventado de confeccionar.
Todos os Cullen pararam lado a lado quando ouviram o som de animais próximos.
“Vamos ver se o velho Edward ainda sabe caçar um animal!” , Emmett pensou maldosamente olhando de canto Edward, que mal se moveu.
Edward caçava sozinho há muito tempo desde que deixaram Forks, quando caçava era o único momento em que podia realmente soltar sua fera interior e não era nada agradável de se ver. Descontava toda sua raiva nos pobres animais, sabia que a culpa não era bem deles, mesmo achando de Jacob era um animal, pelo menos parte dele.
O vampiro fechou brevemente os olhos e deixou seus instintos mais apurados, o primeiro instinto a captar algo foi sua audição, que ouviu a família de ursos que se aproximava. O inverno estava apenas começando e por isso eles estavam começando a se preparar para hibernar. Não demorou muito sua fera estava solta, assim como a de todos os outros.
As presas à mostra eram afiadas, assim como as garras não muito grandes, os olhos vermelhos escarlate, a pele parecia brilhar um pouco mais que a própria lua. A sede estava estampada em cada gesto de todos os cinco Cullen. Foram se aproximando devagar da família de ursos, já eram todos grandes e bem formados.
Aproximaram-se devagar como grandes caçadores, atacaram todos juntos.
A luta entre os vampiros e os ursos foi grande, Emmett estava gostando de brincar com sua presa; Rosalie atacou de uma vez; Alice parecia dançar enquanto fugia das garras do urso, cena que não durou muito, logo a baixinha cravou os caninos no pescoço do animal que caiu fraco; Jasper graciosamente foi um dos mais rápidos atacando o animal por trás. Edward olhou fundo nos olhos no bicho que se levantou ficando sobre duas patas e tentou lhe arranhar, o que foi totalmente em vão, tão rápido quanto um raio o vampiro atacou o pescoço do urso e o derrubou, sentindo-o ficar fraco em seus braços.
Estavam todos devidamente alimentados, Emmett olhou o seu urso e o de Edward.
– Não é possível! – esbravejou olhando o irmão que o olhava com uma sobrancelha arqueada. – Você pegou o maior!
Todos começaram a rir menos Edward que o olhou sério.
– Então vamos mais uma! – disse em um tom realmente assustador que fez todos os Cullen ficarem retos e o olhar.
Aquela era a fera de Edward o controlando, sua raiva e tristeza estavam se esvaindo naquela forma, tudo o que ele realmente desejava era sangue, não importava se era de animal ou humano, tudo o que ele realmente queria era sangue.
Rosalie olhou para Emmett desejando silenciosamente que o marido recusasse a oferta, mas sabia que ele era realmente muito competitivo e jamais deixaria isso acontecer. E Emmett prontamente sorriu de lado.
“Vamos nessa!”, Emmett pensou já saindo na frente, Edward prontamente o seguiu passando na sua frente.
– Jasper, os contenha, por favor! – Alice pediu preocupada com o que poderia ser feito, sabia que não muito longe de onde os dois estavam indo havia algumas casas perdidas.
Jasper prontamente atendou ao pedido de Alice e correu atrás dos irmãos, Rosalie e a baixinha, sabendo que ele não conseguiria sozinho, saíram um pouco mais atrás, mas Edward era muito rápido.
Edward corria na frente de todos sem ouvir de verdade o pensamento de alguém, quando estava daquela forma não ouvia direito o que os outros pensavam, pelo menos não desde que Bella o deixou há cinco anos. Muitas coisas mudaram consigo desde aquele tempo e isso era o que mais preocupava todos os Cullen.
Jasper conseguiu por algum milagre alcançar Edward e o derrubar.
– Ei, não acabe com nossa graça! – Emmett disse se aproximando dos dois e logo mudou de ideia ao ver a cena.
Edward tentava a todo custo atingir Jasper, que tentava de qualquer forma o acalmar, mas parecia impossível. Edward finalmente conseguiu atingir Jasper o jogando longe, fazendo-o atingir uma árvore que quebrou ao meio. Não demorou muito e Emmett entrou também na disputa, tentando segurar Edward que estava incontrolável.
– Me soltem, estou com sede! – Edward vociferou com os olhos mais vermelhos que o comum.
– Ah não! – Rosalie disse baixo colocando uma mão sobre os lábios assustada.
– Ele está se entregando! – Alice gritou correndo até o irmão. – Jasper, vá chamar Carlisle. Ele já deve estar em casa.
Jasper correu até a casa.
Edward conseguiu acertar o cotovelo na costela de Emmett que o soltou com a força que recebeu do golpe, mas ainda assim não desistiu e voltou para cima de Edward caindo sobre o mesmo e lhe dando um soco no rosto.
– Pare com isso, Edward! – o vampiro maior gritou, tentando segurar o outro que a todo custo tentava se soltar.
– Me largue! – Edward gritou jogando Emmett longe novamente.
Foi então que Carlisle chegou com Esme e Jasper que voltou a tentar acalmá-lo, mas parecia impossível. A cada segundo era mais difícil.
– Carlisle, está impossível controlá-lo. – Jasper disse vendo Alice correr até o irmão.
– Edward, Edward me escute. –Alice tentava segurar o rosto de Edward que tinha as presas maiores que o normal, mas o vampiro não a escutava.
Acertou um soco na boca do estômago da menor, que voou longe quebrando mais uma árvore, mas aquilo não a fez parar. A menor se levantou e correu até o outro novamente, mas Carlisle já o tinha nas mãos.
– Edward, já basta! – o vampiro mais velho gritou em tom de comando como há muito não fazia.
– Me largue, estou com sede! – Edward gritou jogando-o longe.
Foi quando aconteceu, Alice ficou totalmente paralisada, estava tendo uma visão.
Havia uma menina de cabelos longos e ruivos correndo pela floresta, algo a seguia e Alice sabia bem o que era. Aquela menina estava em perigo. Alice correu e chegou a tempo de ver os olhos assustados da menina ao sentirem alguém a puxar pela perna e jogá-la de encontro a uma árvore. O barulho de ossos quebrando foi imediato, a menina caiu ao chão totalmente desacordada. Alice correu de encontro à menina a tempo de acertar um soco no vampiro que correu para longe, a menor se virou e olhou bem o rosto da menina. Ela tinha uma pele não muito clara e não muito escura, o rosto bem desenhado. A menina abriu os olhos devagar e olhos castanhos claros miraram Alice e um pedido de socorro quase inaudível para um ouvido humano foi dito pelos lábios desenhados da menina.
Edward parou ao conseguir ler na mente de Alice a visão, ficou totalmente paralisado, assim como a mais baixa.
– Precisamos salvá-la! – Alice falou em um sopro após “acordar” da visão.
– Não a deixe morrer. – Edward disse voltando a si, algo naqueles olhos o prendeu.
Todos olharam para o vampiro que há segundos atrás estava fora de si e ficaram surpresos.
– Edward... – Esme disse baixo se aproximando do mesmo que ainda olhava fixamente para Alice.
– Precisamos salvá-la. – repetiu a frase que Alice há segundos atrás havia dito e olhou para Esme. – Precisamos salvá-la.
– Nós iremos. – Carlisle disse ainda sem saber de quem se referia aquilo.
“Do que será que Bella precisa ser salva afinal?”, Carlisle pensou fazendo o outro olhá-lo.
– Não é Bella. – Edward respondeu ao pensamento do pai calmamente e todos ficaram novamente surpresos.
Edward falava daquela forma apenas quando se tratava de Bella.
– Quem é, querida? – Esme perguntou desta vez se virando para Alice.
– Não sei, eu estava pensando em Edward quando essa visão me veio. – Alice disse rápido. – Ela está ligada de alguma forma a nós.
– Do que temos de salvá-la? – Rosalie perguntou entrando na conversa.
– De um vampiro. – Alice respondeu e todos puderam ouvir Edward trincar os dentes.
– Quando será isso? – Carlisle perguntou olhando para Edward que fechava os pulsos com raiva.
– Amanhã, durante a noite. – Alice disse se lembrando da visão. – Mas o que uma humana faz na floresta a essa hora da noite?
– Não importa, apenas temos de salvá-la deste monstro! – Edward disse com raiva entredentes.
– Fique calmo, Edward! – Carlisle disse sério. – Vamos todos voltar para casa e ai então conversaremos sobre isso.
Todos assentiram e saíram do local onde o clima realmente estava tenso.
Edward foi mais atrás, sem entender o porquê daquele desejo insano de salvar a vida daquela humana. Depois de tudo o que Bella havia feito com ele, tudo o que realmente desejava era distância de qualquer humana, mas aqueles olhos castanhos o prenderam de alguma forma, a forma como ela pedia por socorro. Ele desejava mais que qualquer um salvá-la, era um desejo maior do que a dor que ele sentia pelo buraco deixado por Bella.
Jasper sentiu o desejo de Edward transbordar e o olhou de canto sorrindo de lado.
“Controle-se.”. Foi a única frase que tomou a mente de Edward, frase esta dita por Jasper em um tom alegre.
Entraram em casa e Edward se sentou no sofá olhando para todos, ele precisava soltar aquilo, estava começando a sufocá-lo. Estava se agarrando a este desejo de dar uma de herói que chegava doer dentro de si, sabia que aquele era um sentimento melhor do que a dor deixada por Bella.
– Me diga onde. – ele mesmo começou a falar fazendo todos os Cullen se sobressaltarem. – Me diga onde encontrá-la amanhã, Alice. Quero salvá-la.
– Acalme-se, Edward. – Esme disse se sentando ao lado do filho e segurando-lhe a mão com carinho.
– Não é você quem irá salvá-la, eu irei! – Alice disse o olhando fundo nos olhos.
– Nem pensar! – Jasper foi o primeiro a protestar. – Não deixarei você ir sozinha.
– Ou todos vão, ou ninguém vai. – Carlisle disse calmo.
– NÃO! – Edward não se controlou ao ouvir que talvez ninguém fosse ajudá-la e acabou se exaltando, fazendo todos o olharem um pouco assustados. – Temos de salvá-la, precisamos!
Ficaram todos em silêncio apenas olhando-o de pé, Edward respirava rápido. Tinha de salvá-la.
“Ótimo, ele tira uma humana da cabeça para colocar outra!”, Rosalie pensou revirando os olhos.
– Rosalie. – Edward disse quase rosnando em um tom baixo e ameaçador.
– Edward! – Carlisle gritou fazendo o vampiro olhá-lo. – Nós iremos salvá-la, mas não podemos ficar esperando que ela apareça, sabemos que as visões de Alice são subjetivas.
– Carlisle, eu... – Edward começou e abaixou a cabeça. – Preciso salvá-la.
Terminou a frase baixo, quase inaudível.
– Nós iremos. – Esme afirmou olhando sério para o marido que sorriu.
– É claro que iremos, jamais deixaríamos algo de ruim acontecer a uma humana. – Carlisle disse fazendo Edward levantar a cabeça e depois de tanto tempo todos puderam notar os olhos dourados do vampiro brilharem.
– Quantos devemos quebrar? – Emmett perguntou socando o vento.
– Vamos com calma! – Jasper disse olhando a mulher ao seu lado. –Alice, quantos são?
– Eu não sei, não vi muita coisa. – a mais baixa respondeu olhando em volta confusa. – Tentarei captar algo mais.
Alice foi para o sofá e se sentou, Edward não aguentando a impaciência correu e se sentou ao lado da irmã que revirou os olhos.
“Como se você não fosse captar meus pensamentos em qualquer lugar dessa casa!”, Alice pensou fazendo Edward se sentar mais próximo a ela.
– Só uma garantia maior. – respondeu olhando para frente enquanto Alice se concentrava.
Depois de bastante tempo Alice não havia conseguido nada, Rosalie e Emmett desistiram de ficar na casa e foram para seu refúgio, como Rosalie gostava de chamar a cabana que tinham construído. Esme e Carlisle se sentaram no outro sofá enquanto Jasper estava sentado do outro lado de Alice.
Edward começou a ficar nervoso com as visões desconexas que Alice tinha, não via nada que pudesse ajudá-los a salvar a garota misteriosa ou algo que simplesmente o ajudasse a saber quem era aquela menina tão encantadora. Até que aconteceu, Alice ficou totalmente ereta sem se mover, sem piscar, sem respirar e Edward a acompanhou ficando no mesmo estado e entrando na visão da menor.

A menina não conseguia se mover, Emmett lutava com um homem muito grande, talvez até um pouco maior que si enquanto Rosalie revezava em ajudá-lo e lutar com uma mulher loira. Esme tentava proteger a menina junto com Alice, mas a todo momento eram atacadas por duas mulher morenas que eram especialmente rápidas. Jasper tentava ajudar Carlisle a destruir dois caras enormes que eram gêmeos. Edward estava lutando com um cara grande que tinha os cabelos medianos pretos presos em um rabo de cavalo que chegava a metade de suas costas.

Alice respirou fundo assustada e Edward a acompanhou, porém se levantou ficando nervoso. Jasper se concentrou, deixando-o calmo.
– São sete. – Alice disse baixo. – Eles são enormes e fortes demais para nós.
– Não, não. – Edward disse se sentando ao lado de Alice.
– Vamos ficar calmos, já passamos por lutas maiores. – Carlisle disse se lembrando da vez em que lutaram contra os recém-criados fazendo Edward se sentir mal com tal lembrança.
– De qualquer forma, agora já temos uma ideia do que podemos fazer. – Jasper disse acalmando novamente Edward.
Edward iria se agarrar àquele sentimento novo que estava surgindo, ele precisava.
Sabia que Bella estava feliz com Jacob, sabia que ela não voltaria, mas ele queria que ela voltasse. Mesmo sabendo que ela não voltaria no fundo o maior desejo dele era poder tê-la de volta, mas de que lhe adiantava aquilo agora?
Ele estava por algum motivo sentindo que teria uma segunda chance, e se agarraria aquele sentimento. O desejo crescente de salvá-la era tão repentino que ele precisa fazer acontecer.
– E agora o que faremos? – Edward perguntou olhando para Carlisle.
– Iremos esperar. – respondeu respirando fundo.

Capitulo 2 Survivor

Now that you're out of my life
Agora que está fora de minha vida
I'm so much better
Estou muito melhor
You thought that I'd be weak without you
Você pensou que eu estaria fraca sem você
But I'm stronger
Mas estou mais forte
You thought that I'd be sad without you
Você pensou que eu estaria triste sem você
I laugh harder
Eu rio com mais vontade
You thought I wouldn't grow without you
Você pensou que não cresceria sem você
Now I'm wiser
Agora estou mais sábia
Though that I'd be helpless without you
Você pensou que eu estaria desamparada sem você
But I'm smarter
Mas estou mais esperta
You thought that I'd be stressed without you
Você pensou que eu estaria mais estressada sem você
But I'm chillin'
Mas estou de cabeça fria
I'm a survivor
Eu sou um sobrevivente
I'm not gon give up
Eu não vou desistir
I'm not gon stop
Eu não vou parar

A ruiva acordou abrindo os olhos devagar, se sentou na cama e sentiu Lolly pular ao seu lado deitando a cabeça sobre seu colo, fez carinho na cabeça da labradora branca e sorriu.
-Bom dia Lolly. – disse enquanto a cachorra a olhava –O dia está bonito lá fora?
Lolly em resposta à dona levantou-se e pulou da cama animada latindo.
-Tá, entendi. –a mulher levantou-se rindo baixo e indo até a porta da casa abrindo-a e deixando a labradora sair um pouco. Olhou o quanto a cadela estava feliz e sorriu abertamente.
Virou-se deixando a porta aberta, andou calmamente até a cozinha ligando a cafeteira, ficou ali por um tempo olhando a cozinha a sua volta. Respirou fundo andando até o quarto, arrumou a cama e seguiu até o banheiro, olhou-se no espelho.
Quem diria que aquela mulher de 23 anos já havia vivido muito mais do que muitos de sua idade?
A mãe havia morrido quando tinha apenas 10 anos, a convivência com o pai nunca foi a das melhores, ele estava sempre cobrando demais, saía todas as noites para beber e sabe-se Deus fazer o que mais. passou a se cuidar sozinha, estudava e trabalhava na loja de uma tia por meio expediente e era assim que mantinha a casa. Seu pai Leonard, estava sempre ocupado demais bebendo ou reclamando da vida.
respirou fundo, e começou a escovar os dentes. Ela sabia bem tudo o que tinha passado e não desejaria aquilo para alguém mesmo que a pessoa fosse um inimigo, se criar sozinha desde os 10 anos, cuidar de um pai alcóolatra, estudar e ainda manter uma casa.
Terminou de escovar os dentes e lavou o rosto secando-o na toalha pendurada ao lado, voltou-se para o espelho e passou a pentear os longos cabelos avermelhados. Eram parecidos com os de sua mãe, sorriu lembrando-se de como Julieta sempre esteve ao seu lado, mesmo doente, frágil e fraca, a mãe nunca a deixava, estava apoiando a filha a seguir em frente.
terminou de pentear os cabelos e os prendeu em um rabo de cavalo, hoje era seu dia de folga e estava afim de aproveita-lo ficando em casa, lendo algo ou até quem sabe fazendo trilha pela floresta com Lolly.
Andou de volta para a cozinha colocando o café em uma caneca, pegou um pão e passou manteiga, sentou-se e sorriu ao ouvir Lolly se sentar ao seu lado com cara de pidona.
-Nem pensar mocinha, daqui a pouco eu ponho ração para você. – disse rindo e olhando a labradora que quase babava em seu café da manhã.
Após tomar o café, a ruiva fez o que havia prometido à cadela, colocou ração e água fresca para a labradora que correu indo comer.
-Até parece que passa fome! – riu voltando a cozinha e lavando a louça.
Andou calmamente até um pequeno escritório que tinha ao lado da sala. Estava afim de ler sobre alguns casos do hospital, trabalhava no local desde que havia se formado, isso há apenas um ano atrás. Era uma das únicas residentes que entraram em sua época e ficaram, a maioria foi para algum hospital fora do Canadá, mas ela gostava do local onde morava, era uma cidade calma. Por ser mais no interior, era bem fria e no inverno era neve quase todo dia, mas era exatamente aquilo que encantava a brasileira nascida no Rio de Janeiro. Sempre fora muito fã de frio, neve, chuva e por vezes reclamava do calor que fazia na cidade maravilhosa.
Começou a ler alguns casos e acabou perdendo a noção do horário, parou de ler apenas quando seu estômago reclamou de fome.
Levantou-se, assustando Lolly que estava deitada ao lado de sua cadeira.
-Me desculpe branquela, nem te vi. –disse sorrindo para a cadela que se espreguiçava.
andou calmamente até a cozinha e começou a preparar seu almoço. Fez macarrão. Era o prato que melhor sabia preparar e que realmente amava. Enquanto o prato estava no forno para derreter o queijo que havia colocado por cima, a ruiva aproveitou para ir colocar um pouco mais de ração para Lolly, que foi comer alegre.
-Você é bem gulosa, sabia?! – disse rindo da cadela que comia desesperadamente.
Voltou para a cozinha retirando o macarrão do forno, colocou um pouco no prato e começou a comer calmamente. Estava realmente com fome. Depois de comer, arrumou a cozinha guardando o que restava na geladeira. Respirou fundo olhando a sua volta, o que iria fazer agora?
Já tinha olhado todos os casos que estavam em suas mãos, estava com preguiça de ir fazer trilha na floresta com Lolly, ler não fazia parte de seus planos agora, afinal, já estava com bastante sono, se fosse ler provavelmente dormiria antes de terminar as três primeiras páginas.
Decidiu-se por tomar um banho. Andou até o quarto e se despiu soltando os cabelos enquanto ligava o chuveiro, jogou o prendedor em um canto qualquer e deixou que a água quente caísse sobre seu corpo, a aquecendo e confortando. Sentiu todos os músculos do corpo se relaxarem, não tomava um banho daqueles há tanto tempo. Saiu do banho e se secou. Enquanto secava os cabelos ouviu o celular tocar, saiu do banheiro e foi atender.
-Alô? –disse assim que atendeu.
-Doutora ? –uma voz familiar disse do outro lado da linha.
-Sim Jane, algum problema? – perguntou terminando de secar os cabelos.
-Na verdade sim, precisamos da Senhorita aqui imediatamente. –Jane disse agitada.
-Pode deixar, estarei aí em 20 minutos. – desligou o celular sem esperar por uma resposta, correu até o armário e vestiu-se com uma calça preta, uma blusa mais social branca e enquanto calçava nos pés os sapatos de salto baixo, pegou a chave do carro e chamou por Lolly.
-Comporte-se garota, eu não demoro. – disse trancando a porta e deixando uma Lolly deitada no sofá a olhando.
Correu até o carro e entrou, deu partida enquanto colocava o cinto. Em exatos 20 minutos, estava entrando no hospital colocando seu jaleco branco.
-Graças a Deus a senhora apareceu, Doutora. –Jhonny um dos novos residentes apareceu totalmente pálido na frente de .
-O que houve? – perguntou enquanto Jhonny a entregava um prontuário.
-Menina de 15 anos, seu nome é Lea Willians, foi espancada e está gravemente ferida. –Jhonny falava de forma mais profissional enquanto guiava a ruiva pelos corredores até o quarto da paciente –Chegou tem menos de 30 minutos e já apresentou sérias complicações.
-Tudo bem, vou examiná-la. – disse entrando com calma no quarto da paciente, se deparando com um belo médico ao lado da moça a examinando. Ela o conhecia. Era o Doutor Cullen, todas as enfermeiras e médicas daquele hospital tinham uma paixão platônica pelo jovem médico, que havia entrado junto com no hospital, porém, a ruiva era uma exceção. O via apenas como um ótimo médico, um dos melhores, tinha de assumir. Nunca haviam conversado, a doutora duvidava muito que ele sequer soubesse seu nome.
-Oh, olá Doutora . –o homem sorriu lindamente deixando um pouco corada ao notar que ele sabia seu nome, mas logo se recompôs.
-Olá Doutor Cullen. – assumiu seu tom profissional e se aproximou da menina que realmente estava muito ferida –Qual é o estado dela?
-Nada bom, devo lhe confessar –Carlisle começou calmamente parando de examinar a menina e se aproximando de lhe mostrando alguns exames que já haviam sido realizados –Temo que ela tenha mais complicações.
era formada em clinica geral e por isso esses casos, por vezes, vieram parar em suas mãos.
-Pelo que posso notar, ela apanhou com algo muito forte causando a quebra de um braço e de uma perna. Fraturas expostas, certo? – disse calmamente olhando para Carlisle que apenas assentiu –Ela teve alguma hemorragia?
-Não, os médicos de plantão e o residente conseguiram atendê-la a tempo, mas nada impede que aconteça. –Carlisle explicou fazendo respirar fundo e lhe entregar de volta o exame.
-Ela está muito ferida, vou dar uma olhada e refazer os curativos. – se virou para Carlisle que a olhava. –Se não se importar claro.
-Tudo bem, depois vá até o escritório aqui no final do corredor. –Carlisle calmamente colocou os exames sobre uma cômoda que havia no quarto –Faremos uma breve reunião com todos os médicos envolvidos no caso.
-Tudo bem, estrei lá em alguns minutos. – sorriu indo até o banheiro e lavando as mãos.
Ouviu Carlisle fechar a porta e voltou ao quarto colocando as luvas, puxou para perto de si e da paciente todas as ferramentas que iria precisar. Começou desfazendo os curativos e os limpando, se assustando ao ver que a paciente havia sido muito espancada. Aquilo realmente havia sido muito violento.
Enquanto limpava Lea, se lembrou da primeira vez que seu pai fez aquilo com ela. Leonard havia chegado bêbado mais uma vez, estava o ajudando a entrar em casa quando ele criou forças e foi para cima da menina de apenas 14 anos que ainda era fraca. Ele batia e a jogava sobre os móveis da casa gritando que a culpa da morte de Julieta era inteiramente da menina, que por culpa dela a mulher havia adoecido. sofria calada, queria poder retrucar, mas a dor a calava sempre que tentava. Leonard pegou um taco de beisebol e bateu na menina até que o objeto quebrasse, o que demorou bastante. Foram apenas minutos, que para a ruiva pareceram uma eternidade.
Terminou de fazer os curativos e ficou olhando a menina, esperava que ela fosse tão forte quanto havia sido. Não seria fácil.
Saiu do quarto retirando as luvas, se aproximou de uma das grandes janelas que havia no corredor e respirou fundo olhando a fina chuva de inverno que começava a cair. Todas aquelas lembranças a deixavam fraca, o pai a havia deixado na pior, a menina se reergueu depois de muita luta, tinha 17 anos, não tinha nem terminado o ensino médio, sabia o que queria fazer e se sentiu desorientada por alguns meses, mas despois se reergueu e como uma fênix- como sua tia Lauren sempre a chamava- havia ressurgido das cinzas trazendo consigo toda força que sua mãe tinha lhe passado e um pouco mais, não teve medo de seguir em frente, passou na faculdade de medicina e conseguiu uma bolsa no exterior, reconstruiu sua vida sozinha. E depois de muitos anos ganhou Lolly de uma amiga de faculdade, a labradora era sua única amiga, sua única companheira e confidente.
-Doutora ? – virou-se lentamente ao sentir uma mão fria em seu ombro.
-Me desculpe, a reunião... – disse se recordando apenas naquele momento que tinha uma reunião com o grupo de médicos do caso.
-A senhorita está bem? –Carlisle perguntou a ela preocupado.
-Sim, só fiquei um pouco chocada. –aquilo não era mentira, realmente havia ficado chocada.
-Se preferir ir para casa...
-Não, tudo bem. – logo cortou Carlisle, que sorriu.
-Então podemos ir? –Carlisle perguntou recebendo em resposta um sorriso.
-Claro, sem problemas. –a ruiva deixou que o Doutor Cullen seguisse na frente.
Quando entraram no escritório, estavam todos acomodados em algum lugar, a doutora notou logo que era a única mulher presente.
-Por favor, sente-se Doutora . –Fred, um dos únicos residentes que ficou junto com , ofereceu o lugar a ruiva que sorriu.
-Obrigada. –acomodou-se de frente para Carlisle que a olhou e sorriu.
-Bem, sabemos que é um caso complicado, Lea apresenta graves complicações e já notamos que ela apresentou uma certa alergia a alguns medicamentos que utilizamos –Carlisle começou, todos prestavam atenção.
pegou um dos prontuários que havia sobre a mesa a sua frente e olhou tudo.
-Ela foi espancada com um taco de beisebol? – perguntou alto sem perceber assustada.
-Sim, o Doutor Cullen foi quem retirou os pedaços de madeira que haviam colados ao corpo da paciente. –um dos outros médicos disse e olhou para Carlisle que a olhava intrigado.
-Algum problema, Doutora? –Carlisle perguntou vendo ficar brevemente branca, mas balançar a cabeça e voltar ao normal.
-Não, tudo bem. – respirou fundo e balançou a cabeça levemente, movimento que não foi percebido pelos humanos, mas não passou despercebido por Carlisle –Pode continuar, me desculpe pela interrupção.
A reunião continuou a correr normalmente, parecia não escutar tão bem tudo o que era dito e discutido, Carlisle olhava a doutora um pouco preocupado, ela parecia realmente muito em choque. Ao final da reunião, Carlisle pediu para que ficasse. A ruiva, sem entender, assentiu apenas sorrindo para os que saíam dando tchau.
-Doutora –Carlisle começou fazendo a ruiva mirá-lo calmamente –Há algo acontecendo?
ficou um bom tempo apenas mirando os olhos dourados do jovem médico a sua frente, aquilo era biologicamente possível? Olhos dourados?
-Si...Sim, está tudo bem. –respondeu finalmente olhando o formulário a sua frente para fugir daqueles olhos que pareciam lê-la.
-Doutora, acho que não está apta para este caso. –Carlisle disse sério cruzando os braços.
olhou-o assustada, arregalou os olhos levemente e se levantou. Continuou calada até ver o médico sério a sua frente tranquilizar a face.
-Acha que está apta? –perguntou descruzando os braços.
-Com toda certeza, Doutor Cullen. – respondeu seriamente o olhando.
-Ao menos me diga o que há de errado. –o doutor disse se sentando.
respirou fundo.
-É complicado, não é algo que possa contar. –a ruiva disse se sentando e cruzando as pernas olhando para o chão.
-É algo que não pode ou que não consegue? –Carlisle perguntou e o olhou sorrindo fraco.
Ele parecia um pai daquele jeito, o pai que ela nunca teve. Aquilo a deixava confortável, mas ao mesmo tempo era assustador demais. Por que de repente aquele homem queria descobrir coisas sobre sua vida?
olhou-o por alguns minutos e a aliança dourada em seu dedo chamou a atenção a fazendo sorrir.
-Esme –Carlisle disse sorridente e olhou-o sem entender –O nome da minha mulher, é Esme.
-É um belo nome. –a ruiva sorriu o olhando –Olha, é muito complicado. Um dia quem sabe eu te conte, Doutor Cullen.
-Tudo bem... –Carlisle ia continuar, mas fora interrompido por uma enfermeira.
-Com licença –os dois médicos se viraram para Jane que estava com a cabeça par dentro do escritório –Doutora , Lea acordou e não quer que nenhum médico a toque.
prontamente se levantou e olhou Carlisle que a olhou e sorriu indicando que fosse.
A ruiva saiu do escritório com Jane ao seu lado.
-Toda vez que um médico entra, ela se assusta e se mexe demais –Jane olhou a ruiva que andava olhando sempre para frente –A Senhorita está bem?
-Ahn? – olhou-a e sorriu fraco –Sim, sim.
Chegaram em frente à porta do quarto de Lea que se movia freneticamente enquanto Fred tentava se aproximar.
-Pode deixar que agora eu cuidarei dela. –a ruiva disse de forma decidida fazendo Fred se virar e respirar fundo. Lea a olhou um pouco assustada.
-Boa sorte. –Fred disse baixo passando por que sorriu carinhosamente a menina.
Jane saiu do quarto e fechou a porta deixando apenas as duas ali dentro, olhava a menina e se aproximava calmamente.
-Não precisa ter medo de mim. –a ruiva disse parada ao lado da menina que a olhava –Eu sou a Doutora , mas pode me chamar apenas de . Você é a Lea, certo?
A menina apenas assentiu e se aproximou mais, Lea se encolheu.
-Fique calma, não vou lhe fazer mal. Eu prometo. –ficou ali parada até ver que a menina se relaxou –Posso te examinar? É rapidinho.
Lea fez que sim com a cabeça e retirou a máscara de oxigênio.
-Ei, você não pode fazer isso. – disse se aproximando.
-Quem está aí fora? –Lea perguntou com a voz fraca, olhou fundo nos olhos verdes da menina e parou de súbito.
-Seus pais, seu irmão. – disse se lembrando vagamente de algumas pessoas paradas em frente ao quarto conversando com um dos médicos.
-Não... Há... Mais ninguém? –Lea tinha dificuldade em falar, tinha dificuldade em respirar.
-Não querida, não há mais ninguém. - olhou intensamente a menina.
-Você é tão bonita. –Lea sorriu fraco.
-Obrigada. – sorriu começando a examinar a menina.
-Aposto que jamais fariam isso com você. –Lea disse e quando olhou novamente as duas bolas verdes que a miravam, viu ali toda tristeza e uma lágrima solitária escorreu os olhos da menor.
-Não pense isso. – secou a lágrima da menor e sorriu fraco –Já passei por coisas que você nem imagina Lea, e lhe garanto que você sobreviverá a isso. Seus pais estão ai fora, seu irmão também.
-Mas eu sou tão fraca, estou tão fraca. –Lea começou a tossir e colocou novamente a mascara de oxigênio fazendo-a parar de tossir.
-Isso é até curarmos você, é até você se levantar dessa cama e erguer a cabeça sorrindo para o mundo que um dia a feriu. – tinha firmeza nas palavras o que fazia Lea acreditar que aquilo era realmente possível.
A doutora continuou com a examinar Lea que a olhava atentamente, depois de refazer os curativos olhou a mais nova que a olhava mais calma.
-Está com dor? –a ruiva perguntou recebendo um aceno positivo de cabeça da menor.
virou-se calmamente e pegou uma seringa, andou calmamente até o soro e colocou o liquido branco na entrada que tinha. Ficou olhando Lea fechar os olhos calmamente.
-Pronto, não dói mais. –andou calmamente até a saída do quarto e antes de desligar a luz, olhou a mais nova –Você vai sair dessa, você é uma sobrevivente.
Desligou a luz e saiu do quarto vendo os pais da menor se aproximarem apreensivos.
-Como ela está, doutora? –a mãe perguntou olhando-a esperançosa.
-Melhor –os pais da menina respiraram fundo, aliviados –O quadro ainda é complicado, só poderemos ver melhor amanhã, mas diria que está estável.
-Obrigada por cuidar da nossa filha. –Sr. Willians disse fazendo sorrir calmamente.
-Não precisa me agradecer, apenas faço meu trabalho. –respondeu calmamente e saiu indo até a lanchonete.
Sentou-se em um dos bancos que havia no balcão e olhou em volta, pediu um café e sorriu para a nova atendente.
-Anda fazendo um ótimo trabalho . –Fred disse sentando-se ao lado da ruiva que sorriu pegando o café.
-Obrigada, mas você não tem ficado muito atrás. –tomou um gole do café forte.
-Doutora ? –Carlisle apareceu atrás dos dois médicos que o olharam.
-Sim? – respondeu calmamente tomando mais um gole de seu café.
-Pode ir se quiser, sei que hoje é o seu dia de folga. E deveria aproveitar o que lhe resta dele. –Doutor Cullen sorriu e pediu licença saindo da lanchonete e deixando várias enfermeiras que estavam no local suspirando.
-Bem, a ordem foi dada e eu a seguirei de bom grado. – levantou-se olhando Fred, pagou o café e sorriu –Divirta-se com o final de seu plantão. Qualquer coisa me ligue.
-Pode deixar. –Fred respondeu olhando a ruiva deixar o local. Sentia algo por ela, desde que vira a mesma na faculdade. Era uma mulher decidida, justa, calma e além de tudo linda, mas ela nunca o dera bola, sempre o viu como um amigo de faculdade, o que por vezes deixava-o frustrado.
passou mais uma vez no quarto de Lea e não entrou ao ver que havia uma enfermeira cuidando da mais nova, andou calmamente até a saída e retirou o jaleco assim que colocou os pés para fora do hospital, mas logo se arrependeu, estava frio, bastante frio para os primeiros dias de inverno. Andou mais apressada até o carro e desligou o alarme do mesmo, abriu a porta calmamente e pulou assustada ao ouvir o carro ao seu lado apitar também, virou-se mirando o Mercedes preto e viu Carlisle abrir a porta do mesmo.
-Tenha uma boa noite, Doutora . –Carlisle disse sorrindo para a outra que já entrava no carro com mais calma.
-Igualmente, Doutor Cullen. – respondeu sorrindo e fechando a porta do carro.
Ambos saíram quase juntos, Carlisle era um cavalheiro e por isso deixou a moça ir à frente. Assustou-se ao notar por aonde ela iria, morava tão perto dele assim?
Dirigiu mais devagar que o comum, indo bem mais atrás de , que dirigia calmamente pela estrada. Quando a ruiva deu seta Carlisle se assustou por completo, ela morava na única casa que havia mais perto da sua. Passou calmamente vendo a menina estacionar o carro. Não podia ser... Era ela, era a menina da visão de Alice.
Carlisle acelerou o carro o máximo que pôde e quando chegou em casa foi recebido por um Edward totalmente assustado.
-Você a viu? Carlisle, você a conhece? –Edward perguntou assim que o mais velho abriu a porta.
-Sim. –foi a única resposta que deu, olhou para Esme que o sorria e lhe deu um breve selinho.
Esperava que a visão de Alice não se concretizasse.
~o~
estacionou o carro e achou estranho ver que Carlisle passou extremamente devagar olhando para ela. Saiu do carro e ficou olhando tudo a sua volta, estava escuro e frio. Acionou o alarme do carro e andou até a casa já ouvindo os latidos de Lolly.
-Oi menina! –sorriu ligando a luz e acariciando Lolly que rebolava balançando o rabo alegre por finalmente ver a dona –Vá passear um pouco, daqui a pouco lhe chamo.
Lolly saiu da casa e deixou a porta aberta, andou até o quarto deixando as chaves do carro e o celular sobre a mesa de canto na sala, trocou a blusa e os sapatos, colocou um casaco e andou até a cozinha à procura do macarrão. Retirou-o da geladeira e colocou para esquentar. Esperou olhando para a porta, por que Lolly não havia voltado ainda?
Desligou o macarrão e andou calmamente até a porta.
-Lolly! –gritou e ficou a espera de alguma resposta, mas nada. Apenas o silêncio assustador da mata durante a noite –Ah Lolly, cadê você?
Pegou uma lanterna que havia em casa e saiu fechando a porta. Por que mesmo havia deixado Lolly sair?
-Lolly! – gritava apontando a lanterna para todo lado, mas a cachorra sequer latia.
Passou a entrar mais na mata gritando pela cadela que não aparecia, não havia sequer um barulho. Sentiu algo correr atrás de si e virou-se indicando a luz naquela direção.
-Lolly? –perguntou sentindo que passavam correndo a sua volta, apontava a luz para todo lado a procura da cachorra, mas nada.
Andou mais se embrenhando na mata, a cachorra não respondia e parecia ter algo atrás de si. Se virou quando ouviu o forte barulho de algum galho sendo pisado.
-Lolly? –perguntou feito idiota ao nada.
-Não querida, esse não é nosso nome. – ouviu a voz melodiosa atrás de si e virou-se apontando a luz para sete belas visões.
Eram enormes, tinha de assumir, as mulheres pareciam anjos loiros e os homens muralhas fortes. No meio dos sete estava um homem extremamente grande com um rabo de cavalo que ia até sua cintura, ele era lindo, parecia um anjo.
-O que fazem aqui? – perguntou confusa. O que aquelas perfeições faziam na floresta àquela hora?
-Nós quem lhe perguntamos. –o homem deu um passo à frente e deu um para trás quando mirou seus olhos vermelhos –O que faz aqui a essa hora querida?
Olhando melhor, naquele momento, aquelas pessoas não pareciam tão bonitas, na verdade não pareciam sequer pessoas. Todos tinham olhos vermelhos e garras surgiram das mãos. Aquilo não era possível, sentia que eles eram como caçadores e por ironia do destino ela era a caça.


Capítulo 3 – Monster

I'll stop the whole world
Vou impedir o mundo todo
I'll stop the whole world
Vou impedir o mundo todo
From turning into a monster, eating us alive
De se transformar em um monstro, nos devorando vivos
Don't you ever wonder how we survived?
Você jamais se perguntou como sobrevivemos?
Well, now that you're gone
Bem, agora que você se foi
The world is ours
O mundo é nosso


começou a andar devagar para trás sentindo que estar ali era perigoso demais, olhava para os sete à sua frente assustada. Afinal, o que eles eram?
— Querida, não se vá. — uma das loiras disse em um tom ameaçador.
— Apenas queremos conversar com você. — o homem enorme do rabo de cavalo disse e deu mais um passo para trás.
— Acho... Melhor eu ir. — a ruiva dizia sentindo seu sangue correr mais rápidos nas veias. — Eu... Eu preciso achar minha labradora.
— Ora, nós lhe ajudaremos. — um dos outros caras disse e olhou bem para ele, havia um sorriso meio de lado em seus lábios e o que era aquilo?
“Ah Deus!”, pensou ao notar que não eram dentes comuns, eram presas. Presas bem afiadas e que brilhavam quando iluminadas. Seu coração bateu ainda mais rápido, tinha de sair dali, não era seguro.
— Nã... Não precisa! — a humana disse andando ainda mais rápido para trás.
— Fazemos questão! — os olhos vermelhos do homem grande a sua frente ficaram ainda mais vermelhos.
Aquilo não era possível!
— Não façam. — disse sorrindo fraco e se virando rapidamente, tentou andar rapidamente para fora do local, mas o homem sobre-humano parou a sua frente como um raio. — Ma... Mas como?
— Querida, não seja tão tola! — a voz melodiosa da loira disse atrás de si novamente, se virou devagar e notou que estava rodeada pelos sete. Era seu fim, sentia isso, via nos olhos assustadores daquelas belas criaturas.
O medo começou a transparecer pelos olhos arregalados da ruiva, seus lábios tremiam abrindo e fechando a todo o momento, queria dizer algo, mas não conseguia. Suas mãos tremiam e suavam, seu coração dava saltos fortes em seu peito, sua respiração era acelerada e entrecortada, lhe faltava ar por vezes.
— Não tenha tanto medo. — uma das outras loiras que se aproximou sorrateiramente.
— O qu...Que são vocês? — conseguiu por fim perguntar se sentindo hipnotizada pela loira que se aproximava lentamente.
— O que somos? — a loira sorriu mostrando suas presas perfeitas. — Somos vampiros.
Por alguns míseros segundos sentiu vontade de ser mordida por aquelas presas perfeitas, mas isso durou apenas até ela ouvir o que eram seu cérebro voltou a funcionar e a médica tornou a ter consciência.
— Vampiros? — olhou nos olhos vermelhos sangue da vampira loira a sua frente. — Isso não existe.
— Bem, acredite se quiser. — a loira disse e acariciou levemente o rosto de que estremeceu ao sentir a pele tão fria. — Se preferir, podemos lhe provar.
Aquela frase tinha duplo sentido, e nenhum dos dois era bom para a humana que se encolheu, desviando levemente das mãos frias.
— Não precisa. — disse rápido olhando em volta, pensando por onde poderia sair.
Mas o som na mata fez com que os sete ficassem tensos e sentiu no ar que algo se aproximava.
— Não acredito. — o grandão com rabo de cavalos disse baixo olhando para o lado.
viu ali sua chance, todos estavam ocupados observando o que se aproximava. Usando isto ao seu favor, saiu sem fazer som algum do local, andava devagar até atingir uma distância maior, a luz da lanterna apagada, se guiava pelo instinto que não tinha. Depois de um tempo longe, a médica se virou correndo sem saber para onde, apenas queria se afastar. Ouviu que algo corria atrás de si, mas não virou para ver o que era.
— Querida, não corra. — ouviu uma voz melodiosa dizer com calma.
— Deixe-a, assim o sangue fica mais quente. — ouviu a voz de uma das loiras e acelerou o passo.
Foi quando aconteceu tudo muito rápido. pisou em um pequeno buraco e virou o pé, sentiu o osso quebrar, virou-se lentamente tentando ver o dano, mas o que viu foi a loira sorrindo, deixando à mostra as presas.
— Humana tola! — a loira disse com raiva nos olhos e pisou fortemente no pé já quebrado de .
A humana gritou de dor, enquanto a loira apenas sorria, mas aquilo durou pouco. Alguém ou algo empurrou a loira de cima de si e o baque em uma das árvores foi forte.
levantou-se devagar sentindo muita dor, tinha que sair dali. Virou-se rapidamente e se deparou com Carlisle que lhe estendia uma mão, preocupado.
— Dr. Cullen? — disse baixo tentando ficar de pé.
— Apenas Carlisle por favor, vamos. Quero lhe ajudar. — Carlisle disse calmo começando a apoiar , que o olhando mais de perto, viu semelhanças claras.
— Ah, Deus. — sussurrou percebendo que Cullen na verdade também era um vampiro.
, por favor... — Carlisle começou, mas logo foi cortado por que o empurrou de leve.
— Não, você é um deles. — disse cambaleando.
— Surpresa. — o grandão com o rabo de cavalo apareceu a sua frente fazendo-a cair. — Não se preocupe com ela Carlisle, eu darei conta.
O vampiro puxou do chão e a segurou com firmeza junto ao seu corpo, cheirou levemente o pescoço da humana que por segundos sentiu a pele arrepiar com algo tão delicado e sombrio.
— Você daria uma ótima vampira. — sussurrou ao pé do ouvido da humana que fechou os olhos com aquela voz que de repente estava incrivelmente sexy. — Pena eu estar com tanta sede.
A dor que seguiu a mordida do vampiro no pescoço de a fez gritar, foi exatamente neste momento que Edward chegou à clareira com Alice e Emmett. Por alguns segundos o mundo de Edward parou ao ver a ruiva tão assustada nos braços daquele vampiro enorme.
— Largue-a! — foi apenas o que seu ódio lhe deixou dizer.
O vampiro enorme sorriu vendo ficar fraca em seus braços.
— Tudo bem. — limpou o sangue que havia nos lábios e jogou-a em uma das árvores.
sentiu o sangue sair de seu corpo, mas por algum motivo antes de terminar de se alimentar o vampiro a jogou contra uma árvore. Aquilo foi pior, a dor que sentiu e mais que tudo isso, sentiu todos seus ossos deslocarem e até quebrarem.
? — Alice chamou baixo a menina que estava a sua frente quase morta.
— Me...Ajude. — conseguiu dizer antes de realmente desmaiar.
Edward ouviu o coração de falhar, ouviu o restante de sangue que havia em suas veias se transformando. Não era aquilo que ele queria. Olhou fundo nos olhos vermelhos do vampiro a sua frente e pulou em seu pescoço, arrancando-lhe a cabeça. Mão demorou muito e todos já haviam derrotado o clã que tentava matar .
— Carlisle. — Alice chamou o patriarca da família que se aproximou de com calma, acariciando-lhe a face.
— Não podemos fazer mais nada. — levantou-se devagar olhando Edward, que ficou tenso.
— Deve ter algo a ser feito. — Edward disse com raiva.
— Não podemos, querido. — Esme tentou acalmá-lo.
— Edward, calma. — Jasper sussurrou mandando uma onda de calma a todos.
— Vocês não entendem, eu tinha de protegê-la. Tinha de ajudá-la. — Edward dizia totalmente desolado, sentia-se fraco, perdido.
— Agora o que nos resta é esperar, ela logo será uma de nós. — Rosalie disse olhando com desprezo a ruiva que estava deitada ao chão tentando segurar-se para não gritar.
Rosalie foi a primeira a deixar o local, sendo seguida por Emmett. Jasper terminava de colocar fogo nos restos dos vampiros, Alice o observava de longe olhando dele para Edward que estava ao lado de com Carlisle e Esme que acariciava o rosto tenso da ruiva.
— Temos que levá-la. — Carlisle disse por fim pegando a menor no colo e saindo do local sendo seguido por Esme.
Alice moveu-se graciosamente, mas logo foi parada por mais uma visão.

"Era uma tarde fria, a floresta estava coberta pela neve. Edward estava sentado no meio de uma clareira, não demorou muito se aproximou. Ela andava graciosamente e sorria minimamente, Edward mesmo sem ter um coração vivo sentia-o bater com força e precisão."

— O que foi isso? — Edward parou subitamente olhando a mais baixo que estava agarrada ao braço de Jasper, que a olhava intensamente.
— Não sei, não pergunte a mim. — Alice respondeu rapidamente, voltando para casa.


-x-


Sentia seu corpo queimar, doer em cada mínima célula que possuía. Queria gritar, mas não podia, tinha medo de fazer algo que não deveria. Queria abrir os olhos, mas algo a impedia.
Não se lembrava muito claramente do que havia ocorrido, apenas se recordava de ter sido atacada, sentir as presas sugando o sangue de seu corpo e depois tudo era escuridão e dor. Como se estivesse em um inferno de dores.
— Ela está acordando. — ouviu Carlisle dizer e logo em seguida uma porta foi aberta.
— Esperem, não queremos assustá-la. — ouviu uma voz maternal dizer com calma.
Sentiu uma onda de calma invadir o quarto. Piscou os olhos algumas vezes antes de abri-los por completo e sentar-se rapidamente olhando em volta assustada, foi quando os viu, sete belas criaturas. Entre elas estava Carlisle, que a olhava sorrindo.
— O que houve?


N/A: Bem, leitoras, me perdoem pela demora, pelo capítulo pequeno e sem graça xD Prometo fazer algo melhor nas próximas att's ;*

Capítulo 4 – Radioactive*


*Bem, enquanto escrevia eu escutava a versão da música de: Lindsey Stirling and Pentatonix. Então se alguém quiser ler ouvindo essa, provavelmente vai achar melhor.

I'm waking up to ash and dust
Estou acordando em meio a cinzas e poeira
I wipe my brow and swet my rust
Enxugo minha testa e suo minha ferrugem
I'm breathing in the chemicals
Estou inalando os produtos químicos
I'm breaking in, and shaping up
Estou invadindo e tomando forma
I'm waking up, I feel it in my bones
Estou acordando, sinto isso em meus ossos
Enought to make my system blow
O bastante para explodir meus sistemas
Welcome to the new age, to the new age
Bem-vindo à nova era, à nova era
Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive
Oh, oh sou radioativo, radioativo

Carlisle sorria para a mais nova, que ainda o encarava confuso. Deu alguns passos à frente, aproximando-se de que sentou-se colocando as pernas para o lado de fora da cama.
— Doutora ... — começou a explicar logo sendo cortado.
. — a ruiva disse séria.
, você foi atacada. Por vampiros. — Carlisle disse calmamente sorrindo ainda um pouco receoso, não sabia qual poderia ser a reação de sua companheira de trabalho.
apenas abaixou a cabeça e respirou fundo, sentiu cada cheiro que havia no local e um deles chamou mais sua atenção, era másculo, sério, lhe passava firmeza e coragem. Queria se agarrar aquele cheiro e por isso fechou os olhos e novamente respirou fundo.
Edward lendo a mente da ruiva sorriu de lado minimamente. O cheiro ao qual ela queria tanto se agarrar era o seu, o cheiro que para ela transpirava proteção e calma, era o dela.
— Querida... — Esme aproximou-se de e encostou devagar em seu braço, a mais nova abriu os olhos que no momento estavam vermelhos, a matriarca apenas sorriu. — Você tem alguma noção do que isso significa?
— Significa... — pela primeira vez a outra havia parado para pensar o que aquilo realmente queria dizer, sentiu sua respiração falhar e a prendeu. — Isso significa que agora eu serei eterna, que eu verei todos morrerem e que eu...
Não conseguiu terminara a frase, apenas focou seus olhos nos olhos dourados da mulher que sorria docemente a sua frente.
— Não, não se escolher viver conosco. — Esme disse e cariciou o rosto da ruiva que pareceu mais uma vez confusa.
— Nossa família é diferente, . — Carlisle disse fazendo a doutora virar-se e o olhar. — Nós somos considerados vegetarianos entre os vampiros.
— Vegetarianos? — riu baixo, tentando imaginar o que poderia suprir a necessidade de sangue que um vampiro possui.
Edward segurou o riso ao ler os pensamentos absurdos que tinha. Jasper sorriu minimamente ao sentir a felicidade que rapidamente passou por Edward, Alice olhou o irmão rapidamente sorrindo. Viam ali um pouco do que Edward tinha perdido quando perdeu Bella.
— Nós nos alimentamos de sangue animal. — Rosalie disse nervosa fazendo todos a olharem.
então lembrou-se que haviam mais pessoas no quarto, olhou envergonhada para Carlisle que sorriu, entendendo o que se passava na cabeça da mais nova.
— Esta é minha família, . — disse calmamente sorrindo ao perceber que Esme se aproximava parando ao seu lado. — Essa é minha esposa, Esme.
Esme sorriu para a ruiva que automaticamente sorriu em resposta sentindo o carinho de mãe que emanava do corpo da vampira.
— E esses são nossos filhos. — Carlisle apontou para os cinco que estavam perto da porta.
— Eu sou Emmett e essa é minha mulher, Rosalie. — Emmett sorria alegremente fazendo rir baixo notando a animação do grande rapaz, totalmente ao contrário de Rosalie, que apenas a encarava séria sem nada dizer. A loira tinha uma beleza exuberante, o que fez com que se sentisse mal por não ter nem metade daquela beleza.
— Eu sou Alice e esse é meu marido Jasper. — Alice era baixa e tinha cabelos curtos repicados e negros, lembrava uma fada, o que fez sorrir. A baixinha a sorria abertamente, Jasper que estava ao seu lado sorriu minimamente e moveu a cabeça como se dissesse um 'Oi' singelo e calmo.
Os olhos de cor escarlate pararam sobre os dourados que estavam ao lado de Jasper, Edward manteve sua expressão séria, escondendo toda sua dor interna por ver aqueles olhos vermelhos e não negros como costumavam ser. Os dois ficaram se encarando durante longos dois minutos, ninguém no quarto se movia ou respirava, tinham medo de estragar o contato visual tão intenso que ambos mantinham. devagar soltou a respiração sendo acompanhada por Edward.
— Edward. — o rapaz disse com sua voz grossa fazendo sentir uma breve corrente elétrica passar por seu corpo.
. — ela disse baixo, em apenas um sussurro, mas tendo certeza que todos a ouviram.
Edward fechou os olhos com calma ouvindo a voz de fazer eco em sua cabeça, os pelos de sua nuca se arrepiaram, não se lembrava de poder sentir essas sensações. Quando reabriu os olhos encontrou novamente os olhos escarlates o olhando com curiosidade.
Jasper sentiu a corrente elétrica que atravessou e depois todos os sentimentos embolados que se passaram por Edward e respirou fundo sentindo que aquilo era muito forte, sem conseguir controlar o que chegou nele acabou deixando escapar o que fez com que todos do quarto soltassem um breve suspiro e olhassem para e Edward que ainda pareciam alheios ao que ocorria a sua volta.
Edward tentava ler os pensamentos de , mas parecia algo impossível. Os pensamentos da ruiva se misturavam com os seus e ele já não sabia onde começava os dela e terminava os dele.
... — Esme sussurrou fazendo com que todos a olhassem, inclusive a ruiva que havia sido chamada. — Você precisa caçar...
ficou confusa por apenas alguns segundos, quando sentiu sua garganta queimar compreendeu que na verdade precisava de sangue. Levantou-se devagar e sentiu seus pés tocarem o chão, seu corpo estava firme, ao contrário do que imaginava depois de sentir tanta dor.
— Quer ver como está? — Alice perguntou aproximando-se e sorrindo. — Antes de ir caçar, apenas para ver como você ficou depois de tudo.
assentiu brevemente e Alice a guiou até um grande espelho que havia no canto do quarto. Quando parou de frente ao espelho arfou, sua pele morena parecia porcelana, seus olhos estavam vermelhos escarlates, eram intensos e profundos, sentia que ela mesma se afogaria naquele mar vermelho. Não havia sequer uma cicatriz em seu rosto, ou em qualquer parte visível do vestido preto que moldurava seu corpo. Ela estava... Perfeita, era a única palavra que vinha em sua mente naquele exato segundo.
— Linda, não acha? — Alice disse mexendo nos longos cabelos ruivos de e sorrindo.
— Obrigada. — sussurrou virando-se e olhando para Alice, sentiu sua garganta queimar novamente e sem pensar levou uma das mãos à garganta. Alice riu baixo.
— Você precisa ir caçar, o que acha de ir comigo e Esme? — perguntou, tendo em resposta apenas um aceno rápido de .
— Vamos. — Esme sorriu e saiu pela janela ampla do quarto que estava aberta.
por alguns segundos ficou paralisada, Esme havia acabado de pular da janela.
Emmett gargalhou alto fazendo o fuzilar com os olhos o que o fez parar no mesmo instante. Carlisle riu brevemente e bateu nas costas do filho.
— Por que acha que quase nenhum doutor se mete com a no hospital? — Carlisle perguntou rindo e saindo do quarto sendo acompanhado por Rosalie que ainda fuzilava a ruiva até sair do recinto.
— Vamos? — Alice perguntou apoiando a mão no braço de .
— Como? — a ruiva perguntou olhando para a janela e imaginando que aquela seria sua resposta.
— Pulamos pela janela. — Alice respondeu simplesmente e segurou o braço de a guiando.
— Eu não acho que seja uma boa... — sentiu Alice lhe puxar pelo braço com uma força incrível e tudo o que pode fazer foi pular junto com a baixinha. Fechou os olhos com força e sentiu o baque que seu corpo deu no chão, abriu os olhos e arfou notando que estava de pé e que não havia feito nenhum som ao encostar no chão.
— Viu? — Alice perguntou sorrindo.
— Mas... Como? — olhava seu próprio corpo tentando entender como aquilo era possível.
— Agora você é mais forte. Esme começou a dizer sorrindo e desencostando de uma árvore. — Mais rápida, mais ágil, tem melhor audição.
— Na verdade, você tem tudo mais aguçado, tudo mesmo. — Alice sorriu e segurou o braço esquerdo da ruiva a puxando em direção a floresta. — Vamos caçar!
Esme ria do jeito animado da filha enquanto aproveitava suas novas sensações.
— O que acham de uma corrida? — Alice perguntou pulando de uma pedra para outra.
? — Esme perguntou olhando a ruiva que sorriu. — Ótimo!
Esme saiu correndo na frente sendo logo seguida por Alice, deixou que as duas se afastassem e começou a correr também. Sentia-se livre, corria rapidamente sentindo seus longos cabelos ruivos serem jogados contra o vento.
Passou por Esme e sorriu para a mais velha, que virou passando por duas árvores e sumindo, correu mais rápido e passou por Alice pulando entre dois penhascos que eram cortados por uma cachoeira que passava ao meio. Parou após este feito e olhou para trás vendo Alice pular e parar ao seu lado.
— Você é boa, ! — Alice disse sorrindo.
? — perguntou confusa, rindo baixo. — Não escutava esse apelido há um bom tempo.
Esme apareceu alguns segundos depois e olhou para as duas.
— Alice, ela precisa caçar. Depois poderá mostrar tudo a ela. — Esme lembrou as duas o que fez lembrar-se da ardência em sua garganta.
Depois de alguns segundos rodando pela floresta, Alice encontrou dois cervos próximos a uma árvore.
— Concentre-se. — Alice sussurrou para que fechou os olhos. — Sinta o cheiro deles, o cheiro do sangue deles. Escute como o sangue corre por suas veias.
sentiu as presas apontarem e instintivamente ela soltou um baixo rosnado, sentiu sua sede se intensificar conforme escutava o que Alice dizia, ao escutar o sangue correr pelas veias do cervo, a ruiva abriu os olhos e olhou para o cervo, sem pensar duas vezes correu até o animal e o atacou.
Depois de secar os dois cervos, limpou o vestido e olhou para Alice um pouco envergonhada.
— Ainda sente a garganta arder? — Esme aproximou-se e sorriu apoiando uma das mãos no ombro esquerdo de que sorria ainda sem graça.
— Não, já não sinto mais isso. — a ruiva sorriu e prendeu os cabelos em um coque. — Na verdade, me sinto mais forte.
— Apenas está alimentada. É como ocorre com um ser humano normal, após comer ele se sente mais energético. — Alice disse terminando de colocar fogo nos animais mortos. — A nossa diferença pra eles, além do alimento, é que não sentimos fome todo dia. Costumamos demorar uns 3 ou 4 dias para sentir fome novamente.
[...]

Depois de algum tempo conversando na sala, tirou algumas dúvidas sobre o fato de ser uma vampira e principalmente de ser uma Cullen. Achou interessante o fato de que o sol não os queimava como nos filmes antigos, e sim os faziam brilhar e conforme mais tempo passavam expostos ao sol, mais fracos ficavam e isso os matava pouco a pouco.
Conforme toda a conversa se passava, Edward se sentia a cada segundo mais incomodado, ainda não tinha dirigido a palavra diretamente para a ruiva, não depois do que havia ocorrido no quarto. Ela por vezes o olhava e pensava coisas que faziam o vampiro querer puxá-la para um canto e conversar. Queria ele mesmo poder retirar todas as dúvidas que surgiam na mente da nova vampira, queria poder explicar detalhadamente o que havia ocorrido com ela a uma noite atrás, pois via em sua mente que era o que ela realmente queria saber.
— Edward? — Esme chamou o vampiro que o olhou sem nada perguntar, apenas erguendo brevemente as sobrancelhas. — Você pode continuar a fazer companhia para a ?
O vampiro virou-se para a ruiva que o encarava com os olhos ainda vermelhos. Edward apenas acenou com a cabeça, foi quando olhou em volta e notou que Emmett e Rosalie já haviam desaparecido, Alice e Jasper estavam saindo da casa naquele momento e Esme estava de pé ao seu lado.
— Vou cuidar de algumas plantas. — a matriarca da família disse sorrindo e olhando para , logo em seguida ela olhou para Edward e apenas movendo os lábios disse:
— Seja bonzinho com ela. — e saiu da sala deixando apenas os dois na sala.
estava sentada no sofá maior e olhava atentamente para Edward que no início fingiu não notar que ela ainda estava ali, mas sem conseguir por muito tempo logo voltando-se para a ruiva e a olhando nos olhos com intensidade.
— O que quer saber? — Edward perguntou lendo os pensamentos de e a olhando confuso quando a ruiva sorriu de lado.
— Então é verdade?! — sussurrou. — Você pode ler mentes.
— Como você...? Quem te disse isso? — o rapaz perguntou e riu baixo.
— Alice, enquanto voltávamos da caça de mais cedo. — a ruiva deu de ombros descruzando as pernas e arrumando o vestido preto. — Ela disse que Jasper pode sentir e manipular os sentimentos, Emmett é o fortão da família, ela pode prever o futuro, mesmo que de forma incerta. E você pode ler mentes.
— Sim. — Edward respondeu mesmo sem ser uma pergunta.
— Vou passar a ter mais cuidado com o que penso. — comentou levantando-se.
Edward a mirou enquanto ela estava de pé a sua frente, por dentro sentiu-se um pouco triste, queria saber de tudo o que se passava em sua mente, mas por fora tudo o que demonstrou foi indiferença.
— Onde é o meu quarto? — perguntou olhando para as escadas.
— No último andar, o segundo a esquerda. — Edward respondeu sério voltando seu olhar para o nada que havia atrás da garota.
— É o mesmo em que eu acordei? — a mulher perguntou voltando a olhar Edward.
— Sim. — respondeu baixo olhando novamente aqueles olhos escarlates que estavam começando a hipnotizá-lo.
— Obrigada. — respondeu e passou a mão no vestido, Edward acompanhou seus movimentos e respirou fundo notando brevemente as curvas de seu corpo. — Boa noite.
— Boa noite. — sussurrou de volta voltando a mirar seus olhos escarlates.
subiu as escadas rapidamente, pensamentos queriam começar a penetrar sua mente, mas ela não queria que o outro escutasse nenhum deles. Aquele olhar sobre seu corpo foi diferente de todos que já haviam sido voltados para si, ele não era repleto de malícia e sim de curiosidade, conhecimento e podia jurar que até um pingo de adoração e encantamento.
Edward sorriu de lado ao ler os pensamentos da ruiva, ela gostou de seu olhar, mesmo que quisesse afugentar estes pensamentos ela não se importou em pensá-los quando chegou ao seu quarto. Não entendia bem qual era o poder da ruiva sobre si, mas estava começando a sentir que seu corpo pedia pelo dela, seus olhos pediam para mirar os seus. Sim, daquela forma tão rápida, mas Edward havia tido mais contado com a ruiva do que todos imaginavam.
Ele era quem havia ficado no quarto durante os dias e noites em que ela estava desacordada e sentia tanta dor, ele podia ler em seus pensamentos toda aquela dor e angústia, ele podia ver suas mãos apertarem o lençol da cama quando tudo se intensificava e era ele quem ouvia seus poucos gemidos de dor que eram soltos durante as madrugadas. Foram 4 dias e 4 noites, 4 dias e 4 noites para se encantar e querer estar sempre dentro daquela mente forte e confusa.
Quando ouviu que ela começava a acordar, ele não pensou duas vezes antes de se aproximar mais da cama, mas logo se afastou ao constar em seus olhos a transformação e o pior de tudo... Ao constar que ela havia sido feita para ter aqueles olhos de um vermelho tão intenso que o haviam feito se perder durante longos minutos enquanto se olhavam.


N/A: Demorei, mas postei! Eu sei que o capítulo ficou um pouco longo, peço desculpas por isso xD Minha criatividade quase nunca aparece e quando aparece a criatividade e o tempo eu acabo me animando e escrevendo demais. Espero que tenham gostado, eu o escrevi em apenas um dia o que é um record! Agradeço a todos que tem acompanhado e principalmente os que tem comentado. Agradeço a todos também porque sei que se não fosse por vocês, Diamonds não estaria entre as 5 mais lidas. ** A partir desse capítulo Edward e a PP começam a se envolver, mas peço logo que não me odeiem pelo que possa acontecer. :*

39 comentários:

  1. Nossa, muito boa a sua fanfic, pobre Edward ser abandonado por ela fez realmente mal a ele. Espero que você a atualize rapidamente, amei seu estilo de escrita me prendeu a história do começo ao fim, me deixando curiosa para um próximo capitulo. Sem contar é claro da música da Demi Lovato que definitivamente foi perfeita para este capitulo. Ansiosa para conhecer a PP espero que consigam salva-la! Parabéns pela fanfic.

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  2. Eu amei a fanfic, estou ansiosa para mais

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  3. Ameei ameii ameei roendo as unhas de ansiedade

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  4. Muiiiito bom. Morrendo de vontade de ler a continuaçaõ. haha Não demore, pelos filhso que eu ainda vou ter com o Pattinson!

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  5. Morrendo de vontade para ler a continuação!!!! bjs está ótimo

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  6. Clessiane Magalhães27 de julho de 2013 22:57

    Menina como sua fanfic é maravilhosa. Você escreve muito bem e me deixou muito ansiosa para os próximos capítulos. Espero que você poste o mais rápido o possível. Não vejo a hora de ver o que vai acontecer comigo... WoW, com a PP quero dizer! rsrsrsrs Está perfeita! Continue assim e traga enormes e muitos capítulos pra gente toda a semana! Quero logo encontrar o gostoso do Edward!
    Beijos da Clessy
    Xauz

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  7. ASUDCFUSRGHUSHDSFFGRSZJKHTRUGVHRUHVSRVUUSHUHSHVGWSA PRECISO DE MAIS

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  8. Clessiane Magalhães29 de julho de 2013 06:03

    Ué, o mesmo capítulo 02???? o.O
    Mesmo assim reforço que ta óóóóóótima!Mas, sério, coitada de nós, suas humildes leitoras que esperaram arduamente pelo próximo capítulo... mas, tudo bem... A vida é assim... rsrsrsrsrsrs
    Por favor, pra compensar, posta uns dois ou três capítulos na próxima ATT. POR FAVOR!
    Beijos da Clessy.
    Xauz

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  9. OMG!

    Sério, não sei como não tinha lido essa fic antes. É DIVINA, sério mesmo.

    Bella bitch, nunca gostei dela mesmo u-u.

    Bom, parece que o Edward vai ter alguém pra ficar com ele, hmm...vamos ver.

    Cara, quem são esses vampiros? E o Edward ficou tão 'preocupado', e OMG o Carlisle conhece ela, hmm...

    Bom, pode ter certeza que sempre vai ter um comentário meu aqui. Sério, ADOREI a fic.

    XOXO *3*

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  10. To adorando *-* não demora pra postar

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  11. Oiee Florzinha *-* Primeiramente, eu queria te dar as boas-vindas aqui no blog, trazendo está fanfic tão maravilhosa.
    Achei o enredo muito criativo e distinto, eu nunca tinha visto uma história parecida - o que é muito importante para que a leitora seja pressa e continue acompanhando as atualizações.
    Tive muita peninha do Edward e muita vontade de consolar o nosso vampirinho maravilhoso. Ele não merecia, mas acho que alguma coisa deveria ter acontecido para que a levasse a chegar a esta decisão. Até porque, ela ainda confirmou que ainda o amava. Acho que há alguma coisa no meio desta história.
    Em relação a personagem principal (Eu!) achei ela maravilhosa, muito fofiha e uma pessoa muito forte, cheia de qualidades. A forma como ela cuidou da paciente, com todo amor e carinho, me conquistou. Ela viveu coisas muito difíceis e mesmo assim não se tornou uma pessoa ruim. Gostei muito!
    Mal posso esperar para ver este encontro de mim com o Edward, até dá um friozinho na barriga. Cheguei a pensar em várias possibilidade;
    Continuei assim florzinha. Parabéns pela magnifica história. Um enorme beijo! Fique com Deus! Até em breve *-*

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  12. 1° Juro que chorei quando Bella deixou o Ed.
    2° Você gosta da Demi? Eu amei a música "In Case"dela aparecer *-* ♥
    3° Adorei o nome "Lolly".
    4° TÁ PERFEITO.
    5° CONTINUA LOGO!

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  13. Pfv posta o mais rapido possivel eu amei a fanfic



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  14. AAAAAAAAAAAAA!!! Demais, adorei, tadinho do Ed quase enlouqueceu, mas agora ele vai ficar bem por causa da PP.
    Muito boa a fic, posta o próximo capítulo rapidinho, se não vou morrer de ansiedade.... XOXO

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  15. Bom oque tenho a dizer da sua fic simples Maravilhosa.
    Ganhou uma leirora asidua que irá esperar os capitulos ansioamente sempre pq eh muiro bom ler una fic rara. Rara pq?!? Simples encontrar uma fic que naum seja Beward e totalmente extramente dificil e alem de tudo eu tenho um hater pela Bella naum e queridas leitoras desse nosso blog amado. Bom autora queria dizer que vc vai ter uma leitora no seu pe e que sempre ira comentar pq eu amei a sua fic ela e envolvente misteriosa e tem um q e drama que deixa a leitura leve e que deixa vc tão envolvida pedindo por mais. Continue pq se depender de mim sempre estarei aqui. Beijones
    Pd.desculpe se tiver algum erro comentar pelo celu e um saco

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  16. Aieeee que fic lindinha!!! Amei tudo até aqui, e olha que sou mais team Jake do que Edward hein?
    Bella como sempre sendo uma vaca, nem foi bom pro Jake ficar com ela... na minha opinião...
    Quanto a Ed... o que será que vai rolar entre a PP e ele? ahshahshasha... Curiosa;;; e o que foi aquilo do coração batendo? É algum poder da PP? Hulllll.... veremos!
    Adorei amore!

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  17. AIAAIAIAI Q PERFEITOO
    CONTINUA? TA TAAAAO PERFEITO
    #LeitoraNova :D
    xX: Isah :)

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  18. Adorei a fic! Não pare de postarrrrrrrr, estarei acompanhando. (=
    Um beijo, Natália.

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  19. Ai meu deus! Adorei! Espero que continue logo :)

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  20. Adorei o quarto capitulo. Bom, pelo recado que vc deixou em baixo eu acho que a bella vai andar aparecendo pra azedar as coisas querendo o Edward de volta --" espero estar errada. Gostando muito da fic, tem razão de estar entre as cinco mais lidas, espero que atualize logo! Beijos

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    1. Obrigada pelos elogios! Pretendo atualiza-la logo, e espero que continue a gostar. Beijos

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  21. AMEI O CAPITULO,VC ESCREVE MARAVILHOSAMENTE BEM,POR FAVOR CONTINUE.

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    1. Que bom que gostou! E obrigada, espero atualizar logo ;)

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  22. Vamos ver. Por onde começar? Hum. Menina to começando a achar que você é minha alma gêmea musicalmente falando, começando com a Demi terminando com essa versão de Radioactive que eu simplesmente amo. Agora e esse capitulo, esse olhar penetrante entre a PP e o Edward, já to apaixonada. Resta saber se a PP terá algum poder( to torcendo para que tenha kk), e a Rose? To sentindo que essa animosidade significa ciumes pela beleza da nova vampirinha de olhos escarlates. Bom, prevejo muito romance e muitas aventuras vindo por ai. Espero ansiosamente pelo próximo capitulo.

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  23. Gêmeas musicais? Gostei, na cerdade a música da Demi foi a mais sem querer que apareceu em todos os cap. e foi a que "gerou" toda a história queais pra frente vocês entenderam. O olhar da PP e do Edward foo realmente mágico, até eu me apaixonei relendo kkk se ela terá poderes você logo descobrirá ;) e não se preocupe a Rose logo vai sorrir pra PP. E obrigada por acompanhar!

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  24. Muito legal! Estou adorando! Mas acho q Edward está se esquecendo muito rápido da Bella, n acha? Até o próximo capítulo! *-* Bjus

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  25. AAAAI MDS Q PFT!
    EDWAD E PP JA JA TAO SE AGARRANDO! ta legal exagerei agr! Mais gnt!
    aai mds plsss continuua pelo amor de ddeeeeus! Eu to morrendo essa fic é ar q eu respiro!
    Xx: Isah

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  26. Meninaaa continua logo!! Mto boa

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  27. Amei de verdade posta logo por favor!
    Boa Ru Freipen

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  28. Fic apaixonante!!!!
    Vc escreve muito bem.
    Gostei muito e estou ansiosa pelo próximo capítulo.

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  29. Caralh**** men, vc PRECISA continuar! Essa fic é MTO diva! Perfeitamente perfeita! Eu tommorrendo aqi! Pelo amr q vc tem as suas leitoras continuaaaa! <3

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  30. Eu estou amando a fic... pobre Ed! Mas a PP daqui a pouco da um trato nele kkkk.
    Esperando ansiosamente o proximo capitulo

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  31. A fic ainda tem att?? Adorei, mas vi que os coments são antigos. Gostaria de ler o restante, pq realmente gostei da história e do tema.. bjs!!

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  32. Eita saudade dessa fanfic... Acabei de ler de novo como se fosse uma forma de não perder o vicio, mas como todo vicio, ele aumenta.
    E assim... ficaria super feliz se a autora resolvesse, sei lá... Sutilmente postar pelo menos... Uns 10 capítulos de uma vez.... hahaha
    Faria muuuuita gente feliz, tenha certeza!
    Inclusive eu. Haha
    Nem preciso dar meus parabéns pela escrita né?!.... Bem... Acho que ficou obvio. ^^

    Estou no aguardo de novos capítulos.

    Att,
    C. Magalhães

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  33. Poxa vc não vai continuar não ? 😭😭😭 Amei tanto a historia, quero saber o que vai acontecer com a minha relação com o Edward 😶😶😶 MAS EUUUU AMEIIII MUITO MESMO ASSIM KKKK CONTINUA LOGO BJS 😘😘😘

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